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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

DEPUTADOS EM BRASÍLIA: ESTRANHOS GASTOS COM ALIMENTAÇÃO

Pelas regras em vigor, a Câmara só reembolsa os gastos de alimentação do deputado durante atividades parlamentares, sendo proibido o pagamento de despesas de acompanhantes. Embora não haja norma escrita, os deputados evitam pedir reembolso de bebidas alcoólicas. Resultado disso é que os recursos pagos pelos contribuintes para custear as refeições dos parlamentares ficam em geral aquém, até mesmo, dos valores que muitas pessoas de classe média costumam deixar em restaurantes. Ao todo, a Câmara reembolsou, de fevereiro (data de início da atual legislatura) a dezembro do ano passado, R$ 1,877 milhão com as refeições de 416 deputados.

Outros 124 optaram por não apresentar nenhum pedido de ressarcimento. A soma excede o número de deputados federais (513) por incluir titulares licenciados e seus suplentes. Considerando o total de cadeiras, estamos falando em um consumo anual médio abaixo de R$ 3,7 mil. Certos detalhes tornam, porém, essas despesas curiosas e, eventualmente, muito estranhas.

Vejamos o caso do deputado Hidekazu Takayama (PSC-PR). A Câmara o indenizou num total de R$ 11.628,48 por gastos de alimentação feitos no ano passado. O montante ­ fica acima da média consumida pela maioria dos seus colegas, mas ele está longe de ser o campeão de despesas nessa área. Os documentos ­ fiscais que apresentou para receber o ressarcimento mostram que ele é autor de uma façanha. Conseguiu fazer seis gastos com refeições, em um só dia, em três cidades diferentes: duas no Brasil e outra a mais de 1,5 mil km de distância, Montevidéu.

Ele foi reembolsado em R$ 437,08 pelas despesas efetuadas no dia 14 de agosto de 2015, uma sexta-feira. O valor, repita-se, não conta muito. Esquisito é como foi gasto o dinheiro. Segundo as notas ­ fiscais, Takayama tomou um café da manhã em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba e sua base eleitoral. Foram duas notas, emitidas às 7h52, com valor total de R$ 39,40, na lanchonete Telos & Cavalcante. Alimentado, partiu do Paraná para Montevidéu, capital do Uruguai, onde participaria de atividades do Parlamento do Mercosul, no qual é um dos representantes brasileiros. 

Após desembarcar no aeroporto da capital uruguaia, cujo fuso horário é o mesmo de Brasília, passou no McDonald’s às 13h17, para tomar dois expressos, conforme nota da empresa local Arcos Dourados. Às 15h59, no restaurante Dakota, meteu o pé na jaca. A nota, no valor de 2.810 pesos (e pela qual a Câmara reembolsou R$ 259,86), descreve quatro ­ filés “New York Steak”, uma salada Caesar, duas cocas, uma água mineral e dois cafezinhos. O almoço foi regado a um Dom Pascual Reserve tinto, item mais caro do repasto. Às 17h08, mais uma boquinha, não discriminada na nota, na padaria Biarritz. Uma sexta nota, manuscrita, sem descrição da despesa e sem horário, completa a maratona culinária. Esse Ninja do Garfo encontrou tempo e estômago para devorar mais R$ 110,00 – igualmente reembolsados pela Câmara – na O Fornão Pizzaria, mas em Curitiba. Ué, mas ele não estava em Montevidéu?

É a crise...

(Fonte: Congresso em Foco)

terça-feira, 4 de agosto de 2015

DEU NO R7: "BRASILEIROS GASTAM MAIS COM SALÃO DE BELEZA DO QUE COM ALIMENTAÇÃO E EDUCAÇÃO"


As famílias brasileiras gastam anualmente R$ 20,3 bilhões com serviços de cabeleireiros, manicure e pedicure, aponta levantamento feito pela FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo).

Comparando com outras despesas, o valor é superior ao montante anual das famílias com alimentos básicos como aves e ovos, que é de R$ 19,86 bilhões, aponta a FecomercioSP. Os gastos com cabeleireiros também são 18% superiores às despesas com cursos regulares de educação (da pré-escola ao segundo grau) que são de R$ 17,24 bilhões.

As informações, segundo a instituição, foram estimadas com base na POF (Pesquisa de Orçamento Familiares), do IBGE. Os dados consideram os serviços de barbeiro, cabeleireiro, barba e corte de cabelo, além dos serviços de manicure e pedicure.

O maior volume de consumo está na classe C, com R$ 11,8 bilhões, mais da metade do total.

Considerando o gasto de cada família individualmente, porém, a classe A gasta mais. Enquanto o consumo por família da classe C é de R$ 369,27 por ano, as famílias que estão no topo da pirâmide econômica gastam anualmente R$ 1.310,38.

O gasto por família da classe A é, segundo o levantamento, 15,6 vezes maior do que a despesa média da classe E (R$ 83,95).

Só no Estado de São Paulo, diz a FecomercioSP, o total dos gastos estimados com cabeleireiros é de R$ 6,26 bilhões, o que representa 31% das despesas das famílias em todo o País.

As  classes D e E investem na aquisição de imóveis R$ 3,11 bilhões, bem menos do que o investido em cabeleireiro pela classe C e praticamente a mesma quantia gasta pela classe A, a segunda fatia da população que mais investe em salões de beleza (R$ 3 bilhões).

(Fonte: R7.Com, na íntegra)