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terça-feira, 15 de março de 2016

DAS SETE MULHERES DE JOÃO, ESSA É DE MATAR


Ela trocou de advogado e contratou o profissional responsável pelo encaminhamento do acordo de delação do lobista Milton Pascowitch, pivô da prisão do ex-ministro José Dirceu

A empresária Monica Moura, mulher e sócia do publicitário João Santana, marqueteiro das últimas três campanhas presidenciais do PT, decidiu fazer delação premiada. O casal foi preso na 23ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Acarajé.
Monica Moura ainda não formalizou o acordo. Os termos da colaboração estão sendo definidos com os procuradores com a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba.
A mulher de João Santana cuidava da parte financeira da Polis Propaganda e Marketing, empresa que fez as campanhas da presidente Dilma Rousseff em 2010 e 2014. O casal está sob suspeita de recebimento de 7,5 milhões da Odebrecht e do operador de propinas Zwi Skornicki por meio de uma offshore no Panamá, a Shellbill Finance.
Monica trocou de advogado na semana passada. Ela contratou Juliano Campelo Prestes, que atua em Curitiba, base da Lava Jato, onde ela e o marido estão detidos. O advogado foi o responsável pelo encaminhamento da delação premiada do lobista Milton Pascowitch - pivô da prisão do ex-ministro José Dirceu na Operação Lava Jato.
João Santana continuará sendo defendido pelo criminalista Fabio Tofic, cuja tese é de que Santana atuava apenas na parte de criação da agência.

Fonte: Veja.Com

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Moro: anotações de Odebrecht são 'perturbadoras'


Juiz responsável pela Lava Jato dá prazo de dois dias para advogados da empreiteira esclarecerem mensagens encontradas em celular


O juiz Sergio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância, classificou como "perturbador" trecho das anotações cifradas encontradas pela Polícia Federal no telefone de Marcelo Odebrecht. Por causa da "gravidade" dos apontamentos, Moro deu prazo de 48 horas para que os advogados do empreiteiro e também dos diretores Márcio Faria e Rogério Araújo prestem esclarecimentos sobre as mensagens.

"O trecho mais perturbador é a referência à utilização de 'dissidentes PF' junto com o trecho 'trabalhar para parar/anular' a investigação. Sem embargo do direito da defesa de questionar juridicamente a investigação ou a persecução penal, a menção a 'dissidentes PF' coloca uma sombra sobre o significado da anotação. Outras referências como a 'dossiê', 'blindar Tau' e 'expor grandes' são igualmente preocupantes", disse.

No despacho, Moro afirma que não há indícios de que as mensagens eram destinadas aos seus defensores e que, por isso, os advogados não podem questionar a violação de sigilo legal. "Não é crível ademais que ele orientasse seus advogados ou recebesse orientação de seus advogados nesse sentido. De todo modo, ainda que assim não fosse, o sigilo profissional também não acobertaria o emprego de estratagemas de defesa ilícitos, por exemplo a destruição de provas."

Relatório da Polícia Federal com base em mensagens extraídas do celular de Marcelo Bahia Odebrecht revelam o amplo leque de políticos com os quais ele tinha contato e seu esforço para utilizar siglas e mensagens codificadas para registrar ações. De acordo com o documento, Odebrecht lançou mão de uma estratégia de confrontar as investigações da Lava Jato que contaria com "policiais federais dissidentes", dupla postura perante a opinião pública, apoio estratégico de integrantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e ataques às apurações internas da Petrobras. A PF avalia que o objetivo do empreiteiro buscava criar "obstáculos" e "cortinas de fumaça" contra a operação.

(Fonte: Felipe Frazão e Carolina Farina, na íntegra)