quinta-feira, 30 de julho de 2015

BRUNO: "AS DENÚNCIAS CONTRA EX PREFEITO DE CAMPINA PRECISAM SER INVESTIGADAS"


Deputados da bancada de oposição repercutiram na tribuna da Assembleia Legislativa, durante a sessão desta quarta-feira (29), a denúncia feita pelo o ex-diretor financeiro da Prefeitura Municipal de Campina Grande, Rennan Trajano, sobre um suposto esquema de corrupção nas campanhas eleitorais do então senador Vital do Rêgo Filho (PMDB), atual ministro do TCU, e do deputado federal, Veneziano Vital do Rêgo (PMDB).

Para o deputado Bruno Cunha Lima (PSDB), Campina Grande foi colocada num mar de desordem e de calamidade da coisa pública. Segundo ele, é inconcebível que o desvio de R$ 4 milhões seja considerado um pingo d’água em um oceano de irregularidades.

“Por isso, cumpro o papel enquanto campinense que sou de vir aqui e apelar às instituições para que as denúncias sejam devidamente investigadas. Sou o melhor nas relações humanas de amizade e de cordialidade, mas sou intransigente quanto da defesa da Paraíba e, sobretudo, de Campina Grande”, pontuou.

As denúncias começaram a ganhar campo quando da veiculação das declarações do ex diretor financeiro Rennan Trajano apontando sérias ilegalidades ocorridas na gestão do Prefeito Veneziano, incluindo o favorecimento de campanhas, tendo como principal beneficiado o Ministro Vital do Rego Filho, à época candidato ao senado. Pelo desenrolar das últimas notícias, a situação da Família Rego começa a ganhar destaque na mídia nacional e local.

(Fonte: Da Redação de João Pessoa/ParaibaOnline)

quarta-feira, 29 de julho de 2015

CLIMA ESQUENTA NA ASSEMBLEIA ENTRE DOIS DEPUTADOS DA BORBOREMA


Repercutiu na imprensa paraibana a querela existente entre dois deputados da região do Compartimento da Borborema: Manoel Ludgério e Doda de Tião. O deputado estadual Manoel Ludgério, do PSD, após ouvir o parlamentar Doda Tião afirmar que o governador Ricardo Coutinho não o quer mais na base governista, resolveu se pronunciar e ironizou o deputado Doda o chamando de ‘parlamentar mudo', 'sem expressão nem conteúdo que se possa apresentar com relevante em seu mandato'. “É uma satisfação ouvir a voz do ‘mudo’, deputado Doda de Tião, que durante esses cinco anos de um mandato improdutivo, não se ouviu uma iniciativa verbalizada por esse parlamentar”, destacou Ludgério.

Doda de Tião persiste no embate contra seu colega de legislatura deixando a impressão de que o clima frio do Agreste da Borborema não é páreo para os ânimos exaltados.

Em novo embate, hoje (29) na Assembleia Legislativa, os deputados Doda de Tião (PTB) e Manoel Ludgério (PSD), continuam se estranhando e distribuindo farpas. Tudo começou quando Manuel Ludgério insinuou que o governo do Estado estaria obstaculizando a liberação de verbas para a conclusão das obras de uma policlínica na cidade de Queimadas, pelo fato de Tião ser adversário político do prefeito do município, Jacó Maciel.

Em entrevista a Rádio Arapuã FM , Doda rebateu e taxou as afirmações de Ludgério de inverdades. Em um novo capítulo dessa briga, Doda afirmou que prefeito de Queimadas “é incompetente igual a Manuel Ludgério”.

“O prefeito de Queimadas é incompetente igual a Manuel Ludgério, que quando era secretário tinha nove quadras em Barra de Santana, onde o cunhado dele era prefeito. Ele liberou o dinheiro e as obras estão inacabadas, porque comeram uma parte da verba. O atual prefeito, que substituiu o cunhado dele, entrou com ação no Ministério Público, para averiguar essas irregularidades – afirmou.

(PbTropeiros)

domingo, 26 de julho de 2015

BRASILEIROS AINDA PREFEREM AS NOVELAS


Por Keila Jimenez

“A televisão matou a janela”. Concordo com Nelson Rodrigues. Mas também acredito que a televisão nos abriu portas. Portas para o entretenimento, a informação e a diversão. Há 15 anos olho por essas portas e mostro o que há dentro e fora delas. Foram dez anos no jornal O Estado de S. Paulo e quase cinco na Folha de S. Paulo escrevendo sobre TV aberta, TV paga, bastidores e as novas mídias que envolvem o mercado audiovisual. Assinei as colunas Sem Intervalo e Outro Canal. Trago essa mesma paixão e curiosidade pelo veículo para o blog KTV.

O Ibope Media acaba de lançar um infográfico que funciona como um espelho de um pouco do que é o consumo de TV no Brasil.

O estudo, que corresponde ao primeiro semestre deste ano, mostra que a  novela é ainda o conteúdo mais assistido no país, sendo a preferência de programação em regiões como : Belém (17,49%), Recife (14,41%), Vitória (15,06%), Florianópolis (15,33%) e no Distrito Federal (14,85%).

A turma de Belo Horizonte gosta é de  futebol . O gênero é o terceiro tipo de programação mais visto na região.

Pelo levantamento, o horário noturno continua concentrando o maior número de telespectadores em frente à TV, mas a audiência está indo dormir mais tarde. Na Grande São Paulo, o horário que arrebanha o maior número de pessoas com idades entre 25 a 34 anos é a faixa das 22h às 23 horas.

Em Fortaleza, o horário de maior audiência é a faixa das 21h às 22h.

No Rio de Janeiro, o público mais forte da TV tem idades entre 18 e 49 anos, com 42% de participação na audiência da região.

As pessoas com mais de 50 anos lideram a audiência diante do televisor na Grande Salvador, Grande Curitiba e em Campinas, Goiânia e Porto Alegre.

O Ibope afere audiência em 15 mercados regulares com peoplemeter e em parceria com a Kantar Media, também monitora 15 países da América Latina.

(Fonte: R7/ampliado pelo PbTropeiros)

quinta-feira, 23 de julho de 2015

VEREADOR SOLICITA OPERAÇÃO CHEKPOINT EM ÔNIBUS COLETIVOS


A Câmara Municipal de Campina Grande aprovou requerimento do vereador Josimar Henrique (PRB) cobrando mais ação da polícia militar no combate aos crimes cometidos no interior dos ônibus coletivos da cidade. Na propositura o parlamentar sugere a intensificação da operação "checkpoint" direcionada aos ônibus, elegendo os lugares estratégicos para as abordagens.

De acordo com Josimar Henrique, a violência e a criminalidade se tornou uma epidemia social, mas é no interior dos ônibus que a população se encontra com maior sensação de insegurança já que a qualquer momento podem acorrer crimes que vão de furtos a assaltos qualificados com sérias ameaças à vida dos usuários. "É dever do Estado prover a segurança necessária à garantira constitucional do direito de ir e vir sem ser molestado por meliantes", frisou.

O vereador acredita que com a presença da polícia através dessas intervenções nos ônibus coletivos a população se sentirá mais segura durante o trajeto podendo influir decisivamente na redução de assaltos.

(Fonte: Notícias de Gabinete) 

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Moro: anotações de Odebrecht são 'perturbadoras'


Juiz responsável pela Lava Jato dá prazo de dois dias para advogados da empreiteira esclarecerem mensagens encontradas em celular


O juiz Sergio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância, classificou como "perturbador" trecho das anotações cifradas encontradas pela Polícia Federal no telefone de Marcelo Odebrecht. Por causa da "gravidade" dos apontamentos, Moro deu prazo de 48 horas para que os advogados do empreiteiro e também dos diretores Márcio Faria e Rogério Araújo prestem esclarecimentos sobre as mensagens.

"O trecho mais perturbador é a referência à utilização de 'dissidentes PF' junto com o trecho 'trabalhar para parar/anular' a investigação. Sem embargo do direito da defesa de questionar juridicamente a investigação ou a persecução penal, a menção a 'dissidentes PF' coloca uma sombra sobre o significado da anotação. Outras referências como a 'dossiê', 'blindar Tau' e 'expor grandes' são igualmente preocupantes", disse.

No despacho, Moro afirma que não há indícios de que as mensagens eram destinadas aos seus defensores e que, por isso, os advogados não podem questionar a violação de sigilo legal. "Não é crível ademais que ele orientasse seus advogados ou recebesse orientação de seus advogados nesse sentido. De todo modo, ainda que assim não fosse, o sigilo profissional também não acobertaria o emprego de estratagemas de defesa ilícitos, por exemplo a destruição de provas."

Relatório da Polícia Federal com base em mensagens extraídas do celular de Marcelo Bahia Odebrecht revelam o amplo leque de políticos com os quais ele tinha contato e seu esforço para utilizar siglas e mensagens codificadas para registrar ações. De acordo com o documento, Odebrecht lançou mão de uma estratégia de confrontar as investigações da Lava Jato que contaria com "policiais federais dissidentes", dupla postura perante a opinião pública, apoio estratégico de integrantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e ataques às apurações internas da Petrobras. A PF avalia que o objetivo do empreiteiro buscava criar "obstáculos" e "cortinas de fumaça" contra a operação.

(Fonte: Felipe Frazão e Carolina Farina, na íntegra)

sexta-feira, 17 de julho de 2015

NA CÂMARA: EDUARDO CUNHA AGORA É OPOSIÇÃO



O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-AL), confirmou o que tem sido noticiado durante a semana e anunciou, em coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira (17), que a partir de hoje o governo Dilma Rousseff não vai mais contar com ele na base de sustentação no Congresso. Um dos políticos investigados na Operação Lava Jato, com acusação de recebimento de propina no esquema de corrupção da Petrobras, Cunha diz que o Executivo mantém “conluio” com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para fragilizá-lo em um momento de crise política que ameça o Planalto.


“Saiba que o presidente da Câmara agora é oposição ao governo”, sentenciou o peemedebista, adiantando que vai defender o rompimento formal do PMDB com o governo na convenção nacional do partido, em setembro. Na ocasião, Cunha disse ainda que ministérios ocupados pela legenda, como as pastas de Minas e Energia e da Agricultura, devem ser devolvidos ao Planalto.

Ontem (quinta, 16), Cunha disse ao Congresso em Foco que o depoimento do lobista Julio Camargo, um dos delatores do esquema de corrupção na Petrobras, foi uma “mentira” proferida aos investigadores da Justiça Federal “a mando” de Janot. Na declaração a este site, o deputado negou ter pedido propina de US$ 5 milhões em um contrato de compra de navios-sonda da Petrobras, como relatou Camargo, em declaração feita sob regime de delação premiada. Em coletiva de imprensa na Câmara, ele voltou a acusar Camargo, a quem chamou de “pilantra”, e disse que não respeita delações sem provas.

Além da propina de US$ 5 milhões, outra denúncia foi lançada contra Cunha ontem. Também em depoimento sob delação premiada, desta vez prestado pelo doleiro Alberto Youssef, um dos principais delatores da Lava Jato, registrou-se que um deputado ligado a Cunha e membro da CPI da Petrobras faz intimidação a Youssef e sua família para blindar o cacique peemedebista. “Como réu colaborador, quero deixar claro que estou sendo intimidado pela CPI da Petrobras por um deputado pau mandado do senhor Eduardo Cunha”, declarou Youssef (leia mais aqui).

“Lama”

Eduardo Cunha disse ter comunicado sua decisão ao vice-presidente da República e companheiro de partido, Michel Temer, e ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), também investigado na Lava Jato. Segundo Cunha, ambos respeitam seu posicionamento. Lideranças peemedebistas no Congresso têm evitado polemizar o assunto e se limitado a dizer que também respeitam a reação do deputado.

A decisão de Cunha remeteu à disputa pela Presidência da Câmara, no começo do ano, quando o Planalto tentou inviabilizar a vitória do peemedebista com o lançamento da candidatura de Arlindo Chinaglia (PT-SP). Na ocasião, ministros de Dilma foram despachados para o Congresso para tentar convencer membros da base a votar no petista. O mobilização, em vão, serviu apenas para irritar Cunha e azedar ainda mais a relação com o Planalto.

“O governo sempre me viu como pedras no sapato. Não sei se é medo de mim, mas o governo não me queria, nunca me quis e não me quer no governo. O governo não me engole”, resumiu o deputado.

O Planalto se mantém em silêncio diante das movimentações relativas à Lava Jato. Por meio de nota divulgado ontem (quinta, 16), a PGR reagiu às declarações de Cunha sobre a suposta ingerência do órgão nas investigações e delações premiadas em curso. Para a PGR, “o depoimento prestado [...] por Júlio Camargo à Justiça Federal do Paraná não tem qualquer relação com as investigações (inquéritos) em trâmite no âmbito do Supremo Tribunal Federal”, referindo-se aos inquéritos contra figuras com foro privilegiado no STF, caso de Cunha.

(Fonte: Congresso em Foco)

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Deputado vê vício de inconstitucionalidade: “Governo tenta emplacar pedalada financeira”



Bruno lembrou que o Supremo Tribunal Federal se posicionou contrário a utilização de recursos depositados judicialmente ao se manifestar sobre Ação Direta de Inconstitucionalidade, originada na Procuradoria Geral da República.

O deputado Bruno Cunha Lima (PSDB) ameaçou ajuizar Ação Direta de Inconstitucionalidade contra a Lei Complementar 07/2015, aprovada hoje na Assembleia Legislativa. “Leis semelhantes foram contestadas junto ao Supremo Tribunal Federal contra os estados do Rio de Janeiro e do Paraná e, se for preciso, a Paraíba também contestará essa pedalada financeira que o Governo deste Estado tenta emplacar com recursos de terceiros”, garantiu Bruno Cunha Lima.

O deputado ainda alertou que a Lei Complementar apresentada pelo governador Ricardo Coutinho embute um agravante: 50% dos recursos sacados dos depósitos judiciais não serão usados para pagar precatórios. “Em seu artigo 7º, a Lei Complementar estabelece que o Governo pode usar 50% dos recursos em parcerias público-privadas, infraestrutura e contrapartida de convênios”, lista Bruno Cunha Lima.

Ele chegou a apresentar emenda supressiva do artigo 7º da Lei Complementar, mas a bancada governista (maioria na AL) recusou.

Bruno lembrou que o Supremo Tribunal Federal se posicionou contrário a utilização de recursos depositados judicialmente ao se manifestar sobre Ação Direta de Inconstitucionalidade, originada na Procuradoria Geral da República.

“Em seu voto, a ministra Carmem Lúcia alerta que o Estado tem que pagar os precatórios com suas receitas e nunca se apropriando de recursos de terceiros, vedando portanto a utilização dos depósitos judiciais e extrajudiciais”, apontou o deputado, que acrescentou:

“Para o procurador geral da República, Rodrigo Janot, destinar recursos de terceiros, depositados em conta à disposição do Judiciário, à revelia deles, para pagamento de dívidas da Fazendo Pública Estadual com outras pessoas, constitui apropriação do patrimônio alheio”.

(Fonte: Blog do Gordinho - na íntegra)